Sequência didática com o tema Ètica na escola
Turma: Letras 2015
Disciplina: Tecnologias
Educacionais e Ensino de Língua Materna
Docente: Flávia
Marinho Lisboa
Discentes: Edirlane
Sousa Malato, Geisiane dos Santos Silva, Gerson da Conceição Pantoja, Jairo de
Lima Gonçalves, Marcilene Almeida Machado
Ética na Escola
https://ensino.digital/curso/ética-moral-e-educação-em-valores
Tema:
Ética na Escola
Público:
7º Ano
Duração:
6 aulas de 90 min.
Produto
final da sequência: Produção
Audiovisual.
APRESENTAÇÃO
Aprender a ser
cidadão é entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade,
justiça, não violência, aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações
e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do país.
Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos
alunos, e por tanto, podem e devem ser ensinados na escola (BRASIL, ano, p. 13)
A palavra “ética” é de origem grega, deriva de ethós que diz respeito aos costumes, aos
hábitos dos homens, segundo Miniwelo.
Ela está relacionada ao conjunto de costumes e condutas de um povo, frente aos
seus semelhantes. É ligada ao respeito pela vida e do bem estar próprio e dos
outros.
Por vivermos em sociedade, precisamos aprender a
conviver com os outros, para isso é preciso que os cidadãos saibam como agir de
modo que mostre o respeito ao próximo, à dignidade humana.
Na
escola podemos aprimorar os conhecimentos éticos que cada estudante trás
consigo, visto que todo homem possui uma concepção sobre ética, com pontos de
vista diferentes do que é certo ou errado, por isso é importante que os
educandos apropriem-se de conteúdos sociais e culturais de modo crítico.
A
escola é um espaço de construção e de trocas de conhecimento, é um lugar que
deve proporcionar aos indivíduos condições de se desenvolver, tornando-se um
cidadão com identidade social e cultural humanas, um ser crítico e reflexivo
perante a sociedade. A ausência de valores éticos nas relações interpessoais visibiliza
a falta de respeito ao próximo, que no contexto escolar prejudica o convívio
saudável entre alunos e professores, servidores, colegas, bem como a falta de cuidado
ao patrimônio escolar.
Diante
disso, essa sequência didática visa ajudar o aluno a melhorar sua convivência no
âmbito escolar, lançando a oportunidade de diálogos e reflexões a fim de
conscientizá-lo para a construção da consciência ética e como ela influencia na
nossa vida em sociedade.
JUSTIFICATIVA:
Nos
dias atuais, e principalmente no ambiente escolar, percebemos a necessidade de
trabalhar a ética com o intuito de que os alunos possam refletir sobre seus
comportamentos na escola, família e sociedade. Com isso, as práticas da leitura
e escrita na atualidade devem alinhar as práticas sociais que os alunos
vivenciam com o uso das tecnologias, contextualizando esse aprendizado em
temáticas que viabilizem sua formação humana.
OBJETIVOS
Geral: Levar
o aluno a refletir sobre a importância da prática da ética para a convivência
em sociedade, contribuindo, assim, para sua formação enquanto cidadão,
situando-o em práticas de multiletramentos, usando dessas informações para
promover o desenvolvimento curricular e social.
Específicos:
·
Valorizar o conhecimento prévio do aluno
para construção do conhecimento ético;
·
Levantar formas de como ser ético,
promovendo a autoreflexão do discente, fazendo com que ele entenda que somos
diferentes e que cada um tem seu jeito de ser e viver a vida;
·
Transmitir a importância do
comportamento ético na escola;
·
Apresentar e explicar o gênero fábula e
sua estrutura, a partir do texto “O patinho feio”
·
Propor atividades de produção e
compreensão textual, onde os educandos possam identificar elementos da
narrativa,(personagem, tempo, espaço), assim como a identificação dos elementos coesivos tais
como: tempo e modos verbais partir do uso
de meios tecnológicos;
·
Pesquisar a partir dos meios
tecnológicos propostas de mudanças de hábitos para alcançar atitudes
éticas.
RECURSOS DIDÁTICOS:
·
Papel A4;
·
Material impresso;
·
Caixa de som;
·
Aparelho DVD;
·
Televisão;
·
Microfone;
·
Pincel atômico;
·
Quadro;
·
Dicionário;
·
Internet;
·
Celular.
CONTEÚDOS:
·
Gênero textual;
·
Elementos da narrativa;
·
Concordância, tempo e modos verbais.
·
Produção textual.
DESENVOLVIMENTO DA SEQUÊNCIA
DIDÁTICA
Duração: 08 Aulas de 90 minutos.
Aula 1
·
Apresentação do tema “Ética na escola”
em forma de roda de conversa para perceber o conhecimento prévio dos alunos.
·
Expor aos alunos através de material
impresso “Os dez mandamentos da ética.”
(GABRIEL CHALITA).
Como elemento motivador de debate.
·
Problematizar o tema, questionando os
alunos sobre em que momento eles se sentem constrangidos com a falta de ética
na escola.
Aula 2
·
Dividir a turma em três grupos e propor
uma atividade de pesquisa, com a utilização de diversas linguagens (vídeos,
músicas, texto impresso etc.), sobre assuntos que abordem a falta de ética,
para que possam conceituar a “Ética”, segundo as fontes consultadas, tais como:
dicionários, livros da biblioteca, internet da escola e servidores da comunidade
escolar.
Aula 3
·
Apresentação oral: gênero palestra e
seminário
·
Exposição, dos resultados das pesquisas
propostas na aula anterior. Cada grupo apresentará os resultados do
levantamento realizado.
Aula 4
·
Contemplar o currículo com a explanação das
características do gênero fábula, através do uso do dicionário e escritos no
quadro pelo professor.
·
Propor uma leitura coletiva do texto “o
patinho feio” onde os alunos possam identificar as características do gênero
explorado, como também os valores éticos.
Contos » O Patinho Feio
(Hans
Christian Andersen)
A mamãe pata tinha escolhido um lugar ideal para
fazer seu ninho: um cantinho bem protegido, no meio da folhagem, perto do rio
que contornava o velho castelo.
Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim
florido. Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos.
Por fim, após a longa espera, os ovos se abriram um após o outro, e das cascas
rompidas surgiram, engraçadinhos e miúdos, os patinhas amarelos que, imediatamente,
saltaram do ninho.
Porém um dos ovos ainda não se abrira; era um ovo
grande, e a pata pensou que não o chocara o suficiente.
Impaciente, deu umas bicadas no ovão e ele começou a
se romper. No entanto, em vez de um patinho amarelinho saiu uma ave cinzenta e
desajeitada. Nem parecia um patinho.
Para ter certeza de que o recém-nascido era um
patinho, e não outra ave, a mãe-pata foi com ele até o rio e o obrigou a
mergulhar junto com os outros. Quando viu que ele nadava com naturalidade e
satisfação, suspirou aliviada.
Era só um patinho muito, muito feio.
Tranqüilizada, levou sua numerosa família para
conhecer os outros animais que viviam nos jardins do castelo.
Todos parabenizaram a pata: a sua ninhada era
realmente bonita. Exceto um. O horroroso e desajeitado das penas cinzentas!
— É grande e sem graça! — falou o peru.
— Tem um ar abobalhado — comentaram as galinhas.
O porquinho nada disse, mas grunhiu com ar de
desaprovação.
Nos dias que se seguiram, as coisas pioraram. Todos
os bichos, inclusive os patinhos, perseguiam a criaturinha feia.
A pata, que no princípio defendia aquela sua
estranha cria, agora também sentia vergonha e não queria tê-lo em sua
companhia.
O pobre patinho crescia só, malcuidado e desprezado.
Sofria. As galinhas o bicavam a todo instante, os perus o perseguiam com ar
ameaçador e até a empregada, que diariamente levava comida aos bichos, só
pensava em enxotá-lo.
Um dia, desesperado, o patinho feio fugiu. Queria
ficar longe de todos que o perseguiam.
Caminhou, caminhou e chegou perto de um grande
brejo, onde viviam alguns marrecos. Foi recebido com indiferença: ninguém ligou
para ele. Mas não foi maltratado nem ridicularizado; para ele, que até agora só
sofrera, isso já era o suficiente.
Infelizmente, a fase tranquila não durou muito. Numa
certa madrugada, a quietude do brejo foi interrompida por um tumulto e vários
disparos: tinham chegado os caçadores!
Muitos marrequinhos perderam a vida. Por um milagre,
o patinho feio conseguiu se salvar, escondendo-se no meio da mata.
Depois disso, o brejo já não oferecia segurança; por
isso, assim que cessaram os disparos, o patinho fugiu de lá.
Novamente caminhou, caminhou, procurando um lugar
onde não sofresse.
Ao entardecer chegou a uma cabana. A porta estava
entreaberta, e ele conseguiu entrar sem ser notado. Lá dentro, cansado e
tremendo de frio, se encolheu num cantinho e logo dormiu.
Na cabana morava uma velha, em companhia de um gato,
especialista em caçar ratos, e de uma galinha, que todos os dias botava o seu
ovinho.
Na manhã seguinte, quando a dona da cabana viu o
patinho dormindo no canto, ficou toda contente.
— Talvez seja uma patinha. Se for, cedo ou tarde
botará ovos, e eu poderei preparar cremes, pudins e tortas, pois terei mais
ovos. Estou com muita sorte!
Mas o tempo passava, e nenhum ovo aparecia. A velha
começou a perder a paciência. A galinha e o gato, que desde o começo não viam
com bons olhos recém-chegado, foram ficando agressivos e briguentos.
Mais uma vez, o coitadinho preferiu deixar a
segurança da cabana e se aventurar pelo mundo.
Caminhou, caminhou e achou um lugar tranquilo perto
de uma lagoa, onde parou.
Enquanto durou a boa estação, o verão, as coisas não
foram muito mal. O patinho passava boa parte do tempo dentro da água e lá mesmo
encontrava alimento suficiente.
Mas chegou o outono. As folhas começaram a cair,
bailando no ar e pousando no chão, formando um grande tapete amarelo. O céu se
cobriu de nuvens ameaçadoras e o vento esfriava cada vez mais.
Sozinho, triste e esfomeado, o patinho pensava,
preocupado, no inverno que se aproximava.
Num final de tarde, viu surgir entre os arbustos um
bando de grandes e lindíssimas aves. Tinham as plumas alvas, as asas grandes e
um longo pescoço, delicado e sinuoso: eram cisnes, emigrando na direção de
regiões quentes. Lançando estranhos sons, bateram as asas e levantaram voo, bem
alto.
O patinho ficou encantado, olhando a revoada, até
que ela desaparecesse no horizonte. Sentiu uma grande tristeza, como se tivesse
perdido amigos muito queridos.
Com o coração apertado, lançou-se na lagoa e nadou
durante longo tempo. Não conseguia tirar o pensamento daquelas maravilhosas
criaturas, graciosas e elegantes.
Foi se sentindo mais feio, mais sozinho e mais
infeliz do que nunca. Naquele ano, o inverno chegou cedo e foi muito rigoroso.
O patinho feio precisava nadar ininterruptamente,
para que a água não congelasse em volta de seu corpo, criando uma armadilha
mortal. Mas era uma luta contínua e sem esperança.
Um dia, exausto, permaneceu imóvel por tempo
suficiente para ficar com as patas presas no gelo.
— Agora morrerei — pensou. — Assim, terá fim todo
meu sofrimento. Fechou os olhos, e o último pensamento que teve antes de cair
num sono parecido com a morte foi para as grandes aves brancas.
Na manhã seguinte, bem cedo, um camponês que passava
por aqueles lados viu o pobre patinho, já meio morto de frio.
Quebrou o gelo com um pedaço de pau, libertou o
pobrezinho e levou-o para sua casa.
Lá o patinho foi alimentado e aquecido, recuperando
um pouco de suas forças. Logo que deu sinais de vida, os filhos do camponês se
animaram:
— Vamos fazê-lo voar!
— Vamos escondê-lo em algum lugar!
E seguravam o patinho, apertavam-no, esfregavam-no.
Os meninos não tinham más intenções; mas o patinho, acostumado a ser
maltratado, atormentado e ofendido, se assustou e tentou fugir. Fuga
atrapalhada!
Caiu de cabeça num balde cheio de leite e,
esperneando para sair, derrubou tudo. A mulher do camponês começou a gritar, e
o pobre patinho se assustou ainda mais.
Acabou se enfiando no balde da manteiga, engordurando-se
até os olhos e, finalmente se enfiou num saco de farinha, levantando uma poeira
sem fim. br> A cozinha parecia um campo de batalha. Fora de si, a mulher do
camponês pegara a vassoura e procurava golpear o patinho. As crianças corriam
atrás do coitadinho, divertindo-se muito.
Meio cego pela farinha, molhado de leite e
engordurado de manteiga, esbarrando aqui e ali, o pobrezinho por sorte
conseguiu afinal encontrar a porta e fugir, escapando da curiosidade das
crianças e da fúria da mulher.
Ora esvoaçando, ora se arrastando na neve, ele se
afastou da casa do camponês e somente parou quando lhe faltaram as forças.
Nos meses seguintes, o patinho viveu num lago, se
abrigando do gelo onde encontrava relva seca.
Finalmente, a primavera derrotou o inverno. Lá no
alto, voavam muitas aves. Um dia, observando-as, o patinho sentiu um
inexplicável e incontrolável desejo de voar.
Abriu as asas, que tinham ficado grandes e robustas,
e pairou no ar. Voou. Voou. Voou longamente, até que avistou um imenso jardim repleto
de flores e de árvores; do meio das árvores saíram três aves brancas.
O patinho reconheceu as lindas aves que já vira
antes, e se sentiu invadir por uma emoção estranha, como se fosse um grande
amor por elas.
— Quero me aproximar dessas esplêndidas criaturas —
murmurou. — Talvez me humilhem e me matem a bicadas, mas não importa. É melhor
morrer perto delas do que continuar vivendo atormentado por todos.
Com um leve toque das asas, abaixou-se até o pequeno
lago e pousou tranquilamente na água.
— Podem matar-me, se quiserem — disse, resignado, o
infeliz.
E abaixou a cabeça, aguardando a morte. Ao fazer
isso, viu a própria imagem refletida na água, e seu coração entristecido deu um
pulo. O que via não era a criatura desengonçada, cinzenta e sem graça de
outrora. Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pescoço longo e
sinuoso.
Ele era um cisne! Um cisne, como as aves que tanto
admirava.
— Bem-vindo entre nós! — disseram-lhe os três
cisnes, curvando os pescoços, em sinal de saudação.
Aquele que num tempo distante tinha sido um patinho
feio, humilhado, desprezado e atormentado se sentia agora tão feliz que se
perguntava se não era um sonho!
Mas, não! Não estava sonhando. Nadava em companhia
de outros, com o coração cheio de felicidade.
Mais tarde, chegaram ao jardim três meninos, para
dar comida aos cisnes. O menorzinho disse, surpreso:
— Tem um cisne novo! E é o mais belo de todos! E
correu para chamar os
pais.
— É mesmo uma esplêndida criatura! — disseram os
pais.
E jogaram pedacinhos de biscoito e de bolo. Tímido
diante de tantos elogios, o cisne escondeu a cabeça embaixo da asa.
Talvez um outro, em seu lugar, tivesse ficado
envaidecido. Mas não ele. Seu coração era muito bom, e ele sofrera muito, antes
de alcançar a sonhada felicidade.
Aula 5
·
Por meio da fábula “patinho feio” , contemplar
o currículo, propondo uma atividade de compreensão textual escrita dos elementos
da narrativa (narrador, personagens, tempo, espaço, etc.).
· Analisar
de forma oral, o tempo e os modos verbais presente no texto para ajudar na
atividade de reescrita da próxima aula.
Aula 6
·
Propor uma atividade de reescrita da narrativa
da fábula, na qual, os grupos possam modificar alguns elementos que demonstram
a discriminação, desrespeito e falta de ética,
transformando esse texto como exemplo de ética na escola.
Aula 7
·
Expor a reescrita do texto de cada grupo
para a turma em uma roda de leitura.
·
Exemplificar a partir da reescrita, exemplo
de respeito, tolerância, para que haja uma boa convivência escolar, propondo a
produção de legenda do vídeo “O patinho feio”
fonte:https://youtu.be/COjy1rAAMeA
·
Preparar os alunos que irão apresentar
os aprendizados acumulados sobre o tema ao longo da sequencia didática,
explicando as características do gênero palestra/seminário.
·
Comunicar as demais turmas para
participar da exibição dos vídeos legendados pelos alunos da turma 701.
Aula 8
·
Exibição dos vídeos legendados em forma
de narrativa
·
Neste momento, os discentes irão fazer
uma apresentação oral sobre os pontos positivos que o tema, ética na escola, trouxe
para o seu convívio escolar, social e familiar.
Referencia
chalita, Gabriel. título. Dispon´vel em: <https://ensino.digital/curso/ética-moral-e-educação-em-valores>. Acesso em: 03 ago 2018
Fonte: http:/culturacomleitura.blogspot.com/2013/06/fábula-o-patinho-feio.html?
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Fonte: GABRIEL
CHALITA: palestraschalita@gmail.com
Fonte:
fabulas Disney - o patinho feio-PT/BR you tube

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